Meu Canto em Prosa e Verso

Circle of Life

Um Comentário

  
          Alcançamos em 2016 os 7 bilhões e meio de almas no planeta.

          Alguém tem alguma dúvida de que nos aproximamos do caos? De que logo, logo, a Terra não será capaz de sustentar sua população?

          Claro que há interesses de todo tipo em que a  população  aumente sempre. São interesses econômicos, religiosos, etc. Mas  o que não se enxerga é que, se houver um problema com os meios  de subsistência, teremos sérias dificuldades.

           Uma praga nas lavouras, de alcance mundial, seria suficiente para o alarme.

           Doenças em animais, mesmo que endêmicas, podem trazer o mesmo resultado.

           Problemas com a água do planeta, efeito estufa, etc. são fatores que podem por em risco a população, se ela for em um número elevado.

           A ação de terroristas, doenças epidêmicas, catástrofes naturais, podem não ser suficientes para diminuir o número de habitantes e permitir àqueles que restarem a sobrevivência.

           Não é possível que tão poucas pessoas vejam isso. Precisamos, com urgência, conter a explosão demográfica, mais nítida em países do terceiro mundo,  e tentar sobreviver ao futuro.

           Dir-se-á que ainda existe muito espaço. Mas não  é disso que se trata. Trata-se de qualidade de vida. Ar respirável e água potável. Precisamos lembrar que se fizermos algo agora,  já,  os efeitos do que fizermos será sentido em 20, 40 anos.  

           Temos que pensar nos recursos, que serão direcionados a grupos de maior poder, no caso de o pior acontecer. E virão então as revoltas e rebeliões dos grupos minoritários.

           Quem viver, verá.

                                                  Vilaça - 04 Nov 2016


 

De cara peço desculpas pela, talvez, falta de modéstia, mas falo do que sinto e pronto. Relevem.

Imagine que você foi professor ou exerceu função parecida numa escola, por 20 anos seguidos, assim como vários colegas seus o fizeram, até por períodos ainda maiores.

Imagine que os ex-alunos dessa escola, mais 3 ou 4 ainda estudando lá, resolvam se reunir para comemorar o aniversário de um deles, ou apenas para se reverem.

Imagine que você é convidado sempre para esses encontros e nota que do seu "grupo de trabalho", não tem ninguém lá, só você. O que pensar? E ainda nota a reverência com que é tratado, o respeito e admiração que demonstram por você, sem, no entanto, perderem sua própria identidade.

Ontem o ex-Sgt Temporário Jayro fez aniversário. Chamou todos os colegas de sua época, muitos ex-Cabos, ex-Sgt Temporários, todos hoje exercendo funções civis, mais alguns que ainda permanecem no Exército (Sargentos de carreira), para um churrasco e um futebol de salão no Clube Pioneiros, em Niterói.

Convidado por um deles, confirmei com o Jayro por telefone sobre o que estava para acontecer, porque eu havia sido convidado "por tabela". Ele respondeu de pronto: "Negativo- fui eu quem pediu ao Sizenando que ligasse pro senhor e o convidasse". Então, compareci. A ligação e o convite foram realmente do Ex-Sgt Temporário Sizenando, a pedido Jayro.

Entre os presentes estava um ex-Ten R/1, que passou para a reserva há uns dois anos. Ele chegou, sentou à mesma mesa que eu e conversamos. Então ele me encheu de elogios (que prefiro omitir aqui), para em seguida dizer que podia provar o que dizia. "Por que o senhor está aqui?" (ele sempre me tratou por "senhor").

"Nós todos, ou quase todos, estávamos na Subunidade, ralando, sendo perseguidos, tirando serviço, fazendo marchas, acampamentos, enquanto o senhor estava tranquilo na "Seção X" - "mas o senhor sempre é convidado por nós" - continuou - "porque nunca deixou de nos dar apoio, ouvir nossos problemas, tentar resolver e resolveu muitos deles, inclusive meus, embora alguns de nós estivessem na mesma graduação que o senhor, na época".

Não foi um discurso, foi um comentário, ouvido por poucos, os que estavam mais próximos, mas que calaram fundo dentro de mim.

Senti-me gratificado com as palavras dele e fiquei sem ter o que dizer além de "o que é isso?", "que nada", porque me faltaram argumentos. Gratificado porque, embora não esperasse tais comentários, não podia negá-los: eu sempre procurei ajudar, usando de uma função privilegiada de acesso direto ao Comandante para, com todo cuidado, mencionar uma situação difícil vivida por esse ou aquele colega e na qual o Comandante poderia intervir para ajudar. Foi assim que consegui muitas transferências de Subunidade e até de OM para colegas que se sentiam, e eram, perseguidos pelo Cmt de sua Cia (ou algum subalterno).

Eu não os procurava pra dizer: "viu?". Mas eles deduziam que suas transferências tiveram minha participação. "Obrigado, Vilaça, você sabe porquê"...e eu ficava na minha, apenas sorrindo.

O simples fato de abrir as portas da "Seção X"  àqueles que precisavam desabafar seus dilemas, também não foi esquecido por eles.

Omiti os elogios dele não por modéstia, mas porque a minha mente se embaralhou, fiquei "emotivado", e não lembro direito o que ele disse ao iniciar o comentário, mas sei que ele me colocou bem no alto e explicou porque,  mencionando minha presença ali.

Coisas assim fazem valer a pena nosso viver. E nos ensinam que ajudar, ouvir, tem suas recompensas.
 

                                                                                                                         23 de fevereiro de 2008.

"O Globo", edição de 17 ago 2007 - Coluna do Ancelmo Gois.

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"Marechal Jobim

Aliás, Lula disse ontem, numa roda no Rio, meio à brinca, meio à sério, que tem adorado Jobim.

Explicou que seu ministro da defesa tem vozeirão, é enorme e, por isso, os militares ficam pianinho quando falam com ele."

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É amigos, nunca me senti tão humilhado enquanto militar. Nunca o tamanho ou o vozeirão de um superior hierárquico me fizeram ficar pianinho. E tive comandantes de alta estatura corporal e moral. Tamanho e voz jamais me fizeram mudar de atitude, aumentar ou diminuir minha avaliação.

Sempre foram o caráter, a postura e a inteireza moral dos meus superiores os aspectos que podiam afetar minha própria conduta. Disciplina não se obtém com vozeirão ou altura, ou peso.

Lamentável ouvir do presidente tal comentário, "à sério" ou " à brinca", que demonstra o desrespeito que o primeiro mandatário da nação tem pelas suas FFAA.

Que falta fazem hoje os líderes que um dia tivemos nas FFAA.

Ouviríamos com certeza, na primeira solenidade dos militares, uma resposta à altura. Velada, metafórica, mas consistente e perfeitamente compreensível, mesmo por aqueles que não estudaram.

Como chegamos a isso?

 

  
                                                                                         Câncer

Em 21 de Janeiro de 2005, a sonda espacial Voyager 1 completou 10.000 dias de atividade, desde que foi lançada a 5 de Setembro de 1977 pela NASA. Inserida no programa Voyager que previa o desenvolvimento de duas sondas de exploração interplanetária (Voyager 1 e 2), previa a realização de um Grand Tour aproveitando o posicionamento favorável dos gigantes gasosos do sistema solar. Originalmente, porém, o Grand Tour foi desenhado para permitir visitas apenas a Júpiter e Saturno.

A Voyager 1, apesar de ter sido lançada para a sua missão após a Voyager 2, seguiu uma trajetória mais favorável atingindo o seu ponto mais próximo de Júpiter a 5 de Março de 1979, após o qual deu inicio a uma nova trajetória para interceptação do sistema de Saturno ao qual chegou no dia 12 de Novembro de 1980. Esta trajetória mais rápida e desenhada por forma a permitir uma posição mais favorável à observação de Io e de Titã não permitiu à sonda a continuação da missão em direção a Urano e/ou Netuno. Assim, a Voyager 1, seguiu uma trajetória que a levaria a sair do sistema solar numa direção oposta à da sonda Pioneer 10.

Ao longo da sua missão científica, a Voyager 1 permitiu o desenvolvimento do nosso conhecimento dos sistemas de Júpiter (obtendo mais de 19.000 imagens de Júpiter e dos seu satélites) e Saturno através do envio de imagens de elevada qualidade e de outras informações obtidas através dos variados instrumentos instalados na sua plataforma. Descobriu três satélites em Saturno: Atlas, Prometeu e Pandora. Após a sua missão planetária, a Voyager 1 iniciou a fase de exploração das fronteiras do sistema solar denominada Voyager Interstellar Mission ou VIM que propõe o estudo da helioesfera e da heliopausa. Espera-se, assim, que a Voyager 1 seja o primeiro instrumento humano a estudar o meio interestelar. No entanto, e devido a cortes orçamentais, em 2005 a continuidade de missão não se encontra garantida.

A par da sua gêmea, a Voyager 2, lançada duas semanas antes a 20 de Agosto, a Voyager 1 possui um detector de raios cósmicos, um magnetômetro, um detector de ondas de plasma, e um detector de partículas de baixa energia, todos ainda operacionais. Para além destes equipamentos, possui um espectrômetro de ondas ultravioleta e um detector de ventos solares, já inoperacional. Para além deste equipamento, as duas sondas carregam consigo um disco (e a respectiva agulha) de cobre revestido a ouro, contendo uma apresentação para outras civilizações, com 115 imagens (onde estão incluídas imagens de pescadores portugueses e a Grande Muralha da China, entre outras), 35 sons naturais (vento, pássaros, água ...) e saudações em 55 línguas, incluindo o nosso Português. Foram também incluídos excertos de música étnica, de obras de Beethoven e Mozart, e "Johnny B. Good" de Chuck Berry.

Em 2005 a Voyager 1 percorreu mais de 14 mil milhões de km (95 Unidades Astronômicas) e afasta-se de nós a uma velocidade de 17,2 km/s (ou 3,6 UA/ano). Os sinais enviados por ela (ou enviados para ela) demoram 760 minutos para chegarem até a Terra.

Atingiu, em 12 de agosto de 2006, uma distância de 100 Unidades Astronômicas do Sol. Já percorreu 15 bilhões de quilômetros e está monitorando um espaço interestelar desconhecido pelo homem. Estima-se que possa atravessar este espaço, com sua velocidade de 1,6 milhão de quilômetros por dia, em aproximadamente 10 anos, e se isto vier a acontecer então ela se tornará o primeiro objeto fabricado pelo homem que o ultrapassará.

(Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Voyager_1"}

Então ficamos assim: podemos acreditar que o homem criou duas pequenas naves espaciais que, ao longo de 12 anos e seguindo orientações precisas emanadas daqui da Terra, passaram por vários planetas e saíram (estão saindo - isso é difícil de atestar) do sistema solar, sempre dando notícias de sua viagem.

Mas devemos também acreditar que os médicos, cientistas, professores, pesquisadores, estudiosos, não conseguiram até hoje evitar o crescimento anormal e descontrolado de uma célula do corpo humano. Deve ser complicadíssimo localizar e destruir essas células. Elas se tornam tumores que, ao serem extirpados deixam um rastro que faz crescerem outras células em outras partes do corpo, processo conhecido como angiogênese. 

Os tumores são egoístas e não permitem que, enquanto existam, outros apareçam no corpo. Quando são retirados, permitem que surjam novos tumores, agora livres da contenção que sofriam.

E, embora possam sair do sistema solar, os especialistas não conseguem entrar no corpo humano para as necessárias correções no organismo. Estará a medicina atrasada na cura das doenças  ou existe algo mais terrível no ar? Há centenas, talvez milhares, de medicamentos contra o avanço do câncer e as indústrias que os produzem investem milhões e recebem bem mais que isso na sua comercialização.

Caso se opere a cura definitiva dos piores cânceres, o que acontecerá com essas indústrias?

Será que essas indústrias financiam a "não cura" do câncer?

O câncer não é curado, é administrado, com altos custos e sofrimentos para os pacientes.

Desconfio de uma medicina que é capaz de clonar animais e por extensão o ser humano, manipulando células, não consiga controlar essas mesmas células para evitar seu crescimento desordenado.

São palavras de um leigo, não obstante, suficientemente esclarecido para não aceitar certas situações, extremamente suspeitas.

                                                                                                                                               Clarival Vilaça (07 Nov 2006)

                                                                                                Um Povo Sofrido
                                                                                                                                                                      Clarival Vilaça

 

             Lendo a Veja encontro uma coluna falando de um dos carrascos nazistas, sequestrado pelos israelenses onde estava escondido, na Argentina, julgado em Israel e executado:   Adolf  Eichmann. Sua alegação foi  a mesma de todos     os carrascos nazistas:  cumpria ordens e a  cadeia  de comando não permite, como sabemos,  desvios,  que se entende  como o não    cumprimento de ordens  o que,  em tempo de  guerra,  leva ao fuzilamento sumário.    O julgamento e execução ocorreram em 1962. Faz tempo.

             Diz-se que o holocausto só foi possível porque os  nazistas contaram  com  o  antissemitismo e a cumplicidade da  maioria dos  alemães. Até hoje se tenta descobrir por que  tanta gente reagiu com indiferença à política  nazista.

            Mas há outros tipos de opressão. Outro tipo de crime  e tão cruel como os campos  de extermínio, pois a diferença  seria apenas o  tempo que se demora entre o sofrimento e a  morte.

            O salário mínimo está em 211 reais. Não adianta o governo  aumentar esse valor, primeiro porque a Previdência não vai poder cobrir o aumento e,   segundo,  porque as indústrias,  as firmas particulares,  teriam que fazer enormes dispensas de empregado,  por não  conseguir absorver  o reajuste que teriam que dar.

            Por isso, se aceita que o salário seja pequeno, miúdo e insuficiente.

            O que não se pode aceitar, é que os salários da cúpula sejam tão altos em relação ao mínimo.  Isso é o que está errado e num dado  momento, a indiferença da população chegará ao limite. Tão inaceitável como o baixo salário-mínimo,  é o alto salário de juízes e congressistas, mais seus inacreditáveis benefícios.

            Até quando o povo sofrido aceitará que se ganhe entre  8  e  13 mil Reais,  do dinheiro público, enquanto ele tenta sobreviver  com  seus 211 Reais?

            Por que um deputado não pode ganhar, digamos,  3 mil Reais,  sem mais nada    (carro, séquito de auxiliares, postagem grátis,   impressão grátis, verba de gabinete,    combustível,  passagens aéreas,  três dias de trabalho por semana,  jetons para cada  convocação, serviço médico  no local de trabalho, serviços diversos como cafezinho,  barbeiro, cabeleireiro, carro, motorista, etc)?

           E que tal, apenas 13 salários por ano,  como todo mundo?    E  um mês de férias  por ano, como nós outros?  E sem nepotismo?

           Será que ninguém vê que os Deputados que  "trabalham" apenas três dias por semana,  jamais precisariam de convocação  extraordinária, caso trabalhassem a semana toda?   Será que ninguém vê  que  moram em apartamentos funcionais e que por isso não precisam de auxílio moradia? E que por residirem  em Brasília,  jamais poderiam receber passagens aéreas todo fim de semana?

           A esposa do Primeiro Ministro da Inglaterra viaja de metrô,   alguns presidentes de banco, ou secretários de fazenda do primeiro mundo,  chegam em seu próprio carro  às reuniões de que participam.  Simples presentes recebidos levam à demissão de altos funcionários. Indiscrições são severamente punidas.Ninguém tem coragem para burlar o Fisco,  pois conhecem a história de Al Capone.

           Aqui, as Leis e a própria Constituição, são feitas com o   cuidado de beneficiar seus próprios autores. E como beneficiam.

           Eu temo,  e já disse isso,  que em  determinado momento,  a população vai acordar. Vai dizer:  "Basta!"  e vai partir para a retaliação  aos seus sofrimentos e  revolta  com o "andar de cima" (como diz o  Elio Gaspari, articulista  de  "O Globo")

            Isso vai começar com uma bomba caseira atirada  numa repartição pública.Depois a coisa tenderá a se sofisticar um pouco mais  e então,  gente vai começar a morrer.

           Ou pode começar com uma passeata como a  "Marcha com Deus pela Liberdade ..." como já aconteceu em 1964.

           Fica o alerta e espero estar errado.
 

 

COMENTÁRIO

 

                                                                                                                              Clarival Vilaça

 

          O conflito conhecido como Eldorado Carajás resultou na morte de 19 sem-terra e na ação que levou a julgamento três Oficiais da Polícia militar e quase 150 Cabos e Soldados.

          O primeiro julgamento absolveu os três Oficiais, por falta de provas. Um dos jurados pediu para rever a fita onde aparecem os beligerantes e onde se vê que um dos    sem-terra saca   de uma arma e atira. O júri concluiu então que o primeiro tiro, que desencadeou   as ações   seguintes foi disparado por um sem terra. E absolveu os réus.

          Teria o júri cometido um erro? Teria o tribunal, num conluio inimaginável,  conspirado  para que ocorresse a absolvição? Seria o juiz um corrupto? Houve suborno?

          Qualquer pessoa de bom senso, responderá não. Pelo menos até que se prove o   contrário, o rito processual foi cumprido. Ah, o promotor não aceitou o questionário   apresentado pelo magistrado aos jurados, pois havia quesitos que a promotoria considerou dúbios. Sim   mas por que a promotoria, tão zelosa, não protestou antes? Ela certamente  conhecia os quesitos.

           Houve um julgamento. Todos aceitaram as regras do jogo. Como o jogo foi    ganho   pelos réus e a opinião pública é normalmente emotiva, houve a grita geral. Políticos tentaram aparecer criticando o julgamento, portanto, a instituição da justiça, em prol da mídia.

           É preciso nesse país, acreditar na lei,  cumprir essa lei e aceitar os resultados da ação da lei, da justiça.

           O mais engraçado é que, quando fomos obrigados a colocar no carro um estojo  de primeiros socorros inócuo, ninguém se levantou para reclamar, a não ser os proprietários de carros. E quando se considerou desnecessária essa imposição, ninguém foi ou será ressarcido.

           Quando as telefônicas nos deixam mudos, nada é feito contra elas, a não ser a multa,  sempre contestada e rapidamente esquecida. Esse país precisa urgentemente fazer valer  as suas leis. O oposto será certamente o caos social, em poucos anos, ou mesmo uma revolução popular contra os desmando perpetrados contra a população.

           Eu e você vimos na televisão as cenas chocantes no embate de Eldorado Carajás.   Vimos os sem-terra, armados até os dentes, com foices, enxadas, facões, acuando os   policiais contra um caminhão. Os homens, sem ter como escapar, revidaram como podiam.

           Eu não os considero culpados. Nem você, em sã consciência, pensa assim. Temos que aceitar, em nome da moralidade, que ocorreu uma tragédia, mas não precisamos culpar quem apenas se defendeu e naqueles momentos dolorosos, pensou que talvez não voltasse a ver  os filhos ou a esposa.

           Você, caro amigo, não morreu porque não avançou estupidamente, munido de uma foice, contra policiais militares armados. Se o fizesse, teria morrido, mas não por culpa daqueles policiais.

            Discorda disso? Escreva pra  mim  e  ficarei feliz em discutirmos o assunto.

                                                                             

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